Mais de 900 mil cristãos
foram martirizados nos últimos 10 anos, afirmou uma empresa de pesquisa cristã,
afiliada ao Seminário Teológico Gordon-Conwell, em Massachusetts (EUA).
O Centro para o Estudo do Cristianismo Global de
Gordon-Conwell divulgou recentemente seu relatório anual sobre a perseguição
aos cristãos, que apontou que cerca de 90 mil cristãos foram assassinados por causa de sua fé no último
ano.
Embora o estudo tenha sido divulgado este mês (janeiro),
a descoberta de que 90.000 cristãos - ou um cristão a cada seis minutos - foram
mortos em 2016 foi vazada por um proeminente sociólogo italiano chamado Massimo
Introvigne, durante uma entrevista à Rádio Vaticano, em dezembro e o relatório
recebeu muita atenção da mídia antes mesmo de ser lançado.
Embora a marca de 90.000 mártires cristãos possa parecer
muito em um ano, a organização afirma que 90.000 cristãos morreram anualmente
entre 2005 e 2015.
"Na última semana, várias organizações de notícias
informaram sobre a perseguição de cristãos em todo o mundo e citou nossa figura
de 90 mil mártires cristãos em 2016", disse a organização em um e-mail
para os apoiantes. "O Centro para o Estudo do Cristianismo Global fez uma
extensa pesquisa sobre o martírio cristão, tanto histórico como contemporâneo,
estimando que entre 2005 e 2015 houve 900.000 mártires cristãos em todo o mundo
- uma média de 90.000 por ano".
Aparentemente, 90.000 mártires cristãos por ano é uma
estimativa muito liberal. De fato, a organização observa que apenas 30% dos
90.000 cristãos foram mortos por causa do terrorismo. 70% dos 90.000 cristãos
foram realmente mortos em conflitos tribais na África, o que levanta a questão
de saber se 70% dos 90.000 cristãos foram realmente mortos por causa de sua fé
ou apenas vítimas de conflitos violentos".
No e-mail, o centro explicou a definição de
"mártir" que usou para seu estudo. Dois dos fatores de qualificação
para o "mártir" é que os cristãos mortos devem ter estado em uma
"situação de testemunho" e terem sido mortos "como resultado da
hostilidade".
"A 'testemunha' nessa definição não se restringe ao
testemunho público sobre a crença em Jesus", explica o e-mail.
"Refere-se a todo o estilo de vida do indivíduo, independentemente de ele
ter ativamente proclamado sua fé no momento da morte".
O e-mail acrescenta que a definição "como resultado
da hostilidade" toma "uma variedade de formas, incluindo guerras,
conflitos, assassinato aleatórios e o genocídio, além de incluir atos de
indivíduos ou grupos (como governos repressores)".
Na semana passada, o grupo cristão Portas Abertas (EUA)
lançou a atualização para 2017 de sua lista com os 50 países de maior
perseguição religiosa.
De acordo com a Portas Abertas, a perseguição cristã em
todo o mundo tem aumentado constantemente nos últimos três anos e 2016 foi
"o pior ano de perseguição já registrado".
O Centro para o Estudo do Cristianismo Global também
descobriu que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido em todo o
mundo.
Fonte:
Guiame
